Cuidados com biosseguridade podem evitar casos de Peste Suína Clássica (PSC)

16/01/2019

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou, no fim do último ano, diversos casos de Peste Suína Clássica (PSC) no Ceará. A doença, uma enfermidade contagiosa causada por vírus e que pode matar os animais, não é registrada no Espírito Santo desde 1984.

Para que casos como este não voltem a acontecer no Estado, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) orienta os criadores e as granjas para que continuem realizando todas as normas de biosseguridade necessárias.

A médica-veterinária Luciana Zetun, responsável pelo Programa de Sanidade dos Suídeos no Idaf, explica alguns cuidados básicos que os produtores devem ter para manter o Espírito Santo como área livre da PSC.

“Na hora da compra, é preciso atentar para adquirir apenas animais reprodutores das granjas que possuam a certificação de Granja de Reprodutores Suínos Certificada (GRSC). O controle e fluxo de pessoas e veículos dentro das propriedades também devem ser registrados, respeitando sempre as normas de biosseguridade. Além disso, outro fator muito importante é o controle da qualidade dos ingredientes da ração fornecida e não dar restos de comida, que podem carrear o vírus”, explicou Luciana.

O Espírito Santo possui, atualmente, 68 granjas comerciais com 120 mil animais, além de 2380 criatórios com quase 28 mil suínos cadastrados junto ao Instituto. Os municípios de Cachoeiro de Itapemirim, Viana e Vargem Alta concentram cerca de 65% dos animais capixabas.

Precaução

De acordo com Zetun, todos esses cuidados servem apenas como precaução, afinal o Espírito Santo é reconhecido internacionalmente como um dos estados brasileiros livres da Peste Suína Clássica pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

A zona livre de PSC do país concentra mais de 95% de toda a indústria suinícola brasileira. Cem por cento de toda a exportação de suínos e seus produtos são oriundos dessa zona, integrada pelo Distrito Federal e 15 estados (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, RJ, ES, BA, SE, TO, RO e AC). Nessa zona, a última ocorrência detectada de PSC foi em janeiro de 1998.

“A confirmação desses casos no Ceará não devem criar pânico entre os criadores e na população, mas devem servir como um alerta sobre a importância de manter sempre os cuidados com a bioseguridade”, finalizou Luciana Zetun.

Peste suína clássica

A peste suína clássica é uma enfermidade contagiosa causada por vírus e tem notificação compulsória para a OIE. Provoca febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, paralisia nas patas traseiras, dificuldades respiratórias e pode levar à morte do animal, principalmente os leitões.

A doença causa sérios prejuízos pela facilidade de disseminação e alto índice de mortalidade. A PSC não é uma zoonose, ou seja, não é transmitida para os seres humanos.

Ao perceber qualquer um dos sintomas descritos acima, bem como o aumento da mortalidade no plantel, o Idaf deve ser imediatamente notificado.

Além disso, todo produtor que têm suínos, mesmo as criações caseiras, devem possuir cadastro no Instituto para melhorar o controle e a vigilância da doença no Estado.

Fonte: Assessoria de Comunicação/Idaf
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