Preços de frutas e hortaliças caem nas centrais de distribuição e Conab prevê custo menor aos consumidores

22/08/2019

Os preços das frutas e hortaliças mais vendidas do país caíram em julho na comparação com junho, de acordo com levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta terça-feira (20).

De acordo com a Conab, essa queda "pode se refletir também nas compras de varejo" nos próximos dias.

O levantamento analisou o custo dos alimentos nas nove principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Participaram da pesquisa os entrepostos de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife e Fortaleza.

O grande destaque entre os produtos pesquisados foi o tomate, que chegou a cair quase 40% em Recife e cerca de 30% em Brasília, Goiânia e Vitória.

No final do mês de julho e início de agosto, o calor fez aumentar a oferta do fruto nos mercados provocando queda de preços.

Mesmo com a queda de preços na maioria dos mercados, batata, cenoura e tomate ainda estão mais caros do que os valores que apresentaram no mesmo período em 2018.

A alface apresentou queda de preço na maioria dos mercados analisados. Em São Paulo, o produto ficou 19% mais barato em um mês, com o quilo custando R$ 2,67. Curitiba registrou a maior baixa: 37,6%, com o valor de R$ 2,58 por quilo.

As exceções ocorreram no Rio de Janeiro, que registrou um aumento de 2,99%, em Goiânia (+12,1%) e no Recife, cujo aumento foi de 36,89%, em função de chuvas intensas na região produtora.

No caso da batata, o maior destaque na queda de preços ocorreu em Curitiba, onde a Ceasa local registrou valor 22,19% mais barato. Na contramão, está o Rio de Janeiro, que teve elevação de 0,41%.

A cebola registrou altas de preços significativas, próximas ou acima dos 30%, em todos os mercados analisados por causa de pouca disponibilidade do produto.

Uma baixa no valor está na dependência do ritmo de colheita em São Paulo, que agora se intensifica. Essa oferta junto com as produções de Minas Gerais e de Goiás deverão ditar o preço nos próximos meses, de acordo com a Conab.

Com relação à cenoura, a safra de inverno deve intensificar a oferta às Ceasas e diminuir os preços em agosto, graças à região produtora de São Gotardo, em Minas Gerais, que envia grandes quantidades da hortaliça à maioria dos mercados consumidores do país.

Na central de Brasília, ela registrou diminuição de 17,45% e em São Paulo chegou a 14,38%.

A banana teve queda de preços na maioria das Ceasas, o que ocorreu em razão do aumento da oferta e da baixa qualidade do produto devido ao frio. A exceção foi a banana nanica, que finalizou o mês com tendência de alta nas cotações.

A laranja também seguiu a baixa pelo terceiro mês consecutivo, mas de forma menos intensa que no mês anterior, além do aumento do volume comercializado na maioria das Ceasas.

A colheita das laranjas rubi, hamlin, westin e baía praticamente acabou, e da laranja pera foi intensificada, direcionada tanto para as indústrias produtoras de suco quanto para o varejo.

A maçã registrou comercialização estagnada em virtude do frio e das férias escolares, apesar de sua boa qualidade. Os produtores que armazenam os frutos nas câmaras frias seguraram a distribuição para que os preços não caíssem e prejudicassem a rentabilidade auferida.

O mamão registrou alta de preços em todas as Ceasas, a maioria acima de dois dígitos por problemas de produção afetarem as duas principais variedades da fruta: formosa e papaya. O mamão papaya teve super valorização, com seu amadurecimento adiado por conta do frio. Com isso, várias frutas tiveram que ser colhidas com tamanho reduzido para suprir consumidores.

O tipo formosa também teve alta de preços nas centrais atacadistas, mas em intensidade menor do que o papaya, por ter sido mais atacada por ácaros e manchas e por contar com mais zonas produtoras concorrentes entre si do que a outra espécie de mamão.

A melancia sofreu novamente queda de preços nas roças, o que refletiu também nos entrepostos, em virtude da grande produção de Uruana, em Goiás, e da intensificação da colheita no Tocantins, que aumentou a oferta em todas as centrais atacadistas.


Fonte: G1