CNA debate exportações do Agro

 A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na noite de terça (7), de um debate sobre as exportações agropecuárias na pandemia da Covid-19, em transmissão ao vivo promovida pela empresa de gestão em agronegócio Campo Vivo, sediada em Linhares (ES), em parceria com o Sebrae e a Hydra Irrigação.


A superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, foi uma das expositoras e traçou um panorama das vendas externas do agro brasileiro em 2020. O encontro também teve a participação de representantes de setores importantes do agronegócio capixaba. O mediador foi o diretor da Campo Vivo, Franco Fiorot.


Lígia destacou o crescimento das exportações do setor mesmo com a pandemia. A China, primeiro país onde estourou a crise do coronavírus, ampliou as compras dos produtos brasileiros, sendo destino de 40% da pauta exportadora do Brasil. A superintendente revelou que o agro em 2020 já responde por 51% das exportações totais neste ano.


Ela informou que, nos seis primeiros meses deste ano, as exportações do agro somaram US$ 51,8 bilhões, mais da metade de toda a receita de 2019 obtida com as vendas externas. “Isso mostra que tivemos vendas aceleradas e que continuamos exportando. Mas não podemos dizer que todos os setores foram beneficiados. Segmentos como a fruticultura foram bastante afetados por conta da restrição de voos”, ressaltou.


Segundo a representante da CNA, a redução dos embarques aéreos, principal modal de transporte para os embarques das frutas europeias, se deu principalmente na União Europeia, que responde por 80% das exportações da fruticultura brasileira. Por outro lado, houve alta das exportações de produtos como soja, carne bovina, açúcar e algodão.


Apesar da expansão das exportações do agro, Lígia ponderou que o país precisa aumentar sua participação no comércio internacional, que hoje é de 1%. “É um número muito pequeno perto do nosso potencial”. Neste contexto, ela relatou que a CNA tem feito ações para aumentar sua participação no mercado externo e diversificar a pauta comercial.


Entre essas ações, estão a abertura de uma representação em Xangai, na China, e futuramente um segundo escritório deve ser inaugurado no Sudeste da Ásia. Na avaliação de Lígia, este é um potencial mercado para os produtos do agro brasileiro, diante do crescimento populacional e do aumento de renda.


“Aumentamos ano a ano nossa produção e a nossa população interna não crescerá na mesma proporção. Por isso precisamos ter mercado para levar os nossos produtos. Precisamos estar mais presentes no mercado internacional porque nossos concorrentes estão”, alertou.


Impactos e ações – Um dos setores mais afetados pela pandemia no agronegócio capixaba foi o mamão. O Espírito Santo é um dos principais exportadores da fruta e a UE é um dos principais mercados para a cultura. Rodrigo Martins, diretor da UGBP, empresa produtora e exportadora de mamão papaya, relatou que, com a crise provocada pelo coronavírus, os embarques do produto caíram 63% em abril, 47% em maio e devem ter queda de 40% a 50% em junho devido à restrição de voos.


Maria Stella Coutinho, representante do Frigorífico Rio Doce, relatou a situação do setor de carne bovina com a pandemia. Segundo ela, apesar do bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, apenas 25% do total da produção têm o mercado externo como destino, sendo o mercado interno o principal consumidor.


Thiago Orletti, diretor da Expresso Robusta Café, relatou que as exportações de café conilon, variedade tradicional no estado, tiveram um bom desempenho atribuído à alta do dólar. Octaciano Neto, ex-secretário de Agricultura do ES e apresentador do Podcast 4.0 no Campo, defendeu maior participação de produtores e entidades em feiras internacionais e destacou o papel da logística nas exportações.


O professor Paulo Cabrita, especialista em economia empresarial e políticas setoriais do IBMEC, falou sobre a importância do Brasil no futuro para fornecer alimentos ao mundo com a expansão populacional.


FONTE: CNA

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