O melhor cacau do Brasil é fruto de muita informação e dedicação de produtores

A paixão de seu pai pelo cacau levou a médica Ana Claudia Milanez Rigoni a investir na cultura, ao lado do seu marido Eduardo Zucolotto da Silva, em Linhares (ES), na Fazenda Guarani. Eles produzem cacau de qualidade e venceram, em 2020, o II Concurso Nacional de Qualidade do Cacau (Brazilian Cocoa Awards) na categoria “Cacau Varietal Especial”.


Os produtores são atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES) e recebem mensalmente a visita de um técnico de campo que trabalha a gestão da propriedade rural e informações técnicas sobre a condução da lavoura e o processo de beneficiamento da fruta.


“Praticamente todos os nossos funcionários foram treinados pelo Senar. Já fizeram capacitação sobre poda do cacaueiro, aplicação de defensivos agrícolas, tratorista, motosserra, enxertia de cacau, administração rural. Todo o conhecimento que adquirimos trazemos para a fazenda para colocar em prática”, disse o produtor rural Eduardo Zucolotto.


Na ATeG, o produtor rural, além de conhecer melhor suas despesas e receitas, por meio de anotações mensais, recebe orientações técnicas para a condução da produção agrícola. O técnico de campo do Senar-ES, Agostinho Vasconcellos, explica que para produzir cacau de qualidade é necessária atenção em todo o processo produtivo.


“O fruto deve ser colhido sempre maduro e armazenado em local bastante higiênico, a fermentação e a secagem devem ser feitas num tempo adequado. É preciso também separar as amêndoas com defeito, analisando o tamanho e a cor”, falou.


Na Fazenda Guarani são utilizados dois sistemas de produção de cacau: 30% do cacau no Sistema Agroflorestal (SAF) e 70% no Cabruca. A sustentabilidade é uma questão importante para eles, o que fez com que alcançassem alta pontuação na metodologia ISA (Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas), aplicada pela ATeG.


“Nosso diferencial é a dedicação ao trabalho, não só na questão de ter um bom resultado, mas também na questão ambiental. Procuramos manter o ecossistema funcionando bem, com equilíbrio das plantas, sempre adubadas, com a desbrota correta, para fazer com que cresçam saudáveis e deem bons frutos”, revelou Eduardo.


Eduardo e Ana Claudia comercializa a amêndoa do cacau e o nibs (sementes de cacau fermentadas, secas, torradas e trituradas) até para o Rio de Janeiro e São Paulo. Os planos futuros dos produtores incluem levar informação para mais agricultores da região para que a produção de qualidade aumente.


“O que pretendemos é mostrar para outros produtores as vantagens de serem acompanhados por especialistas, de buscar informações e orientações de pessoas que têm conhecimento do ramo, de estar de olho nas plantas para que sejam saudáveis. Queremos mostrar para outros agricultores que podem chegar a conquistar prêmios e agregar valor ao seu produto”, revelou Eduardo.

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