O melhor cacau do Brasil é fruto de muita informação e dedicação de produtores

A Fazenda Guarani, de Linhares, venceu nesta semana o II Concurso Nacional de Qualidade do Cacau (Brazilian Cocoa Awards) na categoria “Cacau Varietal Especial”. Os produtores Eduardo Zucolotto da Silva e Ana Claudia Milanez Rigoni fazem parte do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES) e contam que a dedicação e a busca de informação são as chaves para conquistarem bons resultados na cacauicultura.


“Estamos sempre buscando informação para a nossa propriedade e para aprimorar a produção do cacau de qualidade. A ATeG tem me dado uma visão que antes eu não tinha, principalmente na questão dos gastos, o que está ajudando a reduzi-los. Com a Assistência, temos um espelho fantástico do ganho e das despesas, para buscar sempre melhorar”, disse Eduardo.


A sustentabilidade é uma questão importante para a Fazenda Guarani, o que fez com que alcançassem alta pontuação na metodologia ISA (Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas), aplicada pela ATeG.


“Nosso diferencial é a dedicação ao trabalho, não só na questão de ter um bom resultado, mas também na questão ambiental. Procuramos manter o ecossistema funcionando bem, com equilíbrio das plantas, sempre adubadas, com a desbrota correta, para fazer com que cresçam saudáveis e deem bons frutos”, revelou Eduardo.


Para produzir cacau de qualidade, Eduardo conta que é preciso esforço, conhecimento e acompanhamento constante de todo o processo produtivo.


“É necessário trabalhar com muito carinho todo processo, desde a colheita da fruta, fazer a separação correta do cacau bom para a fermentação, acompanhar passo a passo, verificar a temperatura e o tempo na hora da fermentação. Na secagem, também é necessário um acompanhamento de perto e a armazenagem deve ser feita em local seco, seguro e sem interferência externa nas amêndoas”.


A Fazenda Guarani é atendida pela ATeG do Senar Espírito Santo desde 2019 e os resultados são crescentes. Segundo o técnico de campo Agostinho de Vasconcellos Netto, que assiste os produtores, o diferencial da propriedade é o cuidado na condução da lavoura e no beneficiamento do cacau.


“A diferença é que procuram fazer a colheita no ponto certo, fazem uma boa condução de temperatura na hora da fermentação e a secagem é realizada em uma estufa solar, o que oferece à amêndoa a quantidade adequada de luz e calor”, disse Agostinho.


Os produtores comercializam a amêndoa do cacau e o nibs (sementes de cacau fermentadas, secas, torradas e trituradas) até para o Rio de Janeiro e São Paulo. Os planos futuros de Eduardo e Ana Claudia incluem levar informação para mais produtores da região para que a produção de qualidade aumente.


“O que pretendemos é mostrar para outros produtores as vantagens de ser acompanhado por especialistas, de buscar informações e orientações de pessoas que têm conhecimento do ramo, de estar de olho nas plantas para que sejam saudáveis. Queremos mostrar para outros produtores que podem chegar a conquistar prêmios e agregar valor ao seu produto”, revelou Eduardo.

Fonte: Comunicação Senar-ES

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